quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quando escrevo...

Quando eu escrevo
o complicado, torna-se simples
O dificil parece facil, 
os versos ganham requintes

Entro em sintonia, 
encontro o meu conforto
Como se a caneta e o papel 
fizessem parte do meu corpo

Rimo na lingua dum povo, 
dum povo que é poeta
Eu rimo em portugues 
porque é uma lingua completa

Entao uso o meu conhecimento 
e todo o meu vocabulário
Com as 26 letras 
do nosso abecedário

Na cabeca um dicionario, 
dicções sobre bases
Letras fazem palavras 
e palavras fazem frases

Respeito esta cultura 
como só respeito os meus pais
Cantando e rimando 
e produzindo instrumentais

Quando eu escrevo, 
torna-se pequeno o universo
Olho para dentro, 
comigo próprio converso

Uns divulgam o banal, 
eu faço o inverso
Viver é o objectivo, 
rimar é o processo

Muito mais que entretenimento 
é a sua versao lúdica
Paz é o que quero transmitir 
a quem ouve a minha musica

E a paz comeca em ti, 
em respeitares o teu parceiro
Se queres mudar o mundo 
entao muda-te a ti primeiro

Com beat ou sem beat, 
com ou sem apoio
Na casa, no trabalho, 
na escola ou no comboio

Rimas sao muitas 
mas cada uma, 
é dita e escrita
como se fosse a ultima

Primeiro eu próprio e 
toda a minha vivência
O que eu passei, o que eu passo
e toda a minha experiência

Ricardo Couto e VICIEIHT 
foram a minha influencia
Mas agora apenas conto 
com a minha consciência

Desenvolvida e escrita 
de tardes e insónias
Sereno no microfone, 
sou mestre de cerimónias

Nao preciso de banda, 
nem orquestra sinfónica
Tou infectado por esta merda 
como se fosse doenca crónica

E progressiva, 
tou cada vez pior 
ou cada vez melhor 
conforme a perspectiva

Voz activa, a teoria une-se á pratica 
Rimas saem....
E gasto tinta da minha esferografica, 

Escrita nos cadernos 
ou no bloco de matematica
Cantando, rimando 
de uma maneira sistematica

Quando eu escrevo, 
a atmosfera torna-se apatica
Desmentindo da verdade 
mesmo quando esta é dramatica

Que a forca nao está, 
entre quem perde ou vence a briga
Mas em seres tu próprio, 
nao que a sociedade te obriga

Cago pró que pensam em mim
Cago e prossigo e 
fico bem com o mundo mesmo que
o mundo nao esteja bem comigo

Agora com ou sem metaforas, 
simples ou complicado,
Certo, cruzado 
ou entao emparelhado

Mantém-te ligado 
porque eu mantenho-me fiel
Torno doce o que era amargo, 
torno dócil o cruel

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